sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Quinze - Rachel de Queiroz


A escritora Rachel de Queiroz escreveu em 1930 seu mais popular romance “O Quinze”. A obra regionalista tem este título porque retrata a seca de 1915 que a própria autora enfrentou ainda na infância no seu estado natal o Ceará.O enredo desenvolve-se na região de Logradouro, próxima a Quixadá. É interessante notar que a divisão de classes sociais não é destacada pela autora, já que a situação é a mesma tanto para a família do lavrador Chico Bento, quanto para o proprietário de terras, Vicente. A família de Chico Bento parte com a esperança de encontrar uma vida melhor na capital, mas encontram no caminho a fome numa cena comovente na qual são obrigados a comer tripas de um cabrito, além da degeneração da família, já que dos seus cinco filhos em se perde no caminho, outro morre, a cunhada de Chico também se perde...Outra personagem interessante do romance é a professora Conceição, uma jovem que não se adapta aos costumes da região e, apesar de apaixonada por Vicente, não o aceita depois de decepcionar-se com atitudes dele em relação às mulheres. Ao chegarem à cidade grande, depois de passar por inúmeras provações no caminho, a família de Chico Bento se estabelece num lar para refugiados da seca, onde Conceição trabalha como voluntária. Um ponto destacável do romance é a falta de vilanias e de opositores. Como em “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o maior antagonista da estória é o clima, a natureza seca e triste do sertão. É a seca que obriga as famílias de pobres lavradores a migrarem para a cidade, sem esperanças nenhuma no campo, mas, com mínimas alternativas urbanas. A seca faz com que Vicente se emocione ao notar os primeiros pingos d’água caindo depois de muito tempo.Os romances da década de trinta primaram pelo regionalismo, Rachel de Queiroz não foge a regra com “O Quinze”, uma narrativa mais leve que “Vidas Secas”, mas que, da mesma forma traça um retrato do Ceará e seu povo castigado pelos fatores naturais, abalados por uma seca que os impede de trabalhar e ver a terra produzir. Coube a Rachel de Queiroz ser a primeira mulher a adentrar no fechado grupo da Academia Brasileira de Letras, abrindo caminho para um futuro promissor no qual surgiram entre outras, Clarice Lispector e sua obra única e Cecília Meireles com sua poesia intimista.



Crítica ao romance:


"Todos os grandes livros têm um mistério inviolável. Ninguém saberá jamais, mesmo quem o escreveu, porque coube a uma professorinha de vinte anos dar ao romance brasileiro uma das suas obras definitivas."

Adolfo Casais Monteiro

14 comentários:

  1. odiei o livro , péssimo gosto

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  2. odeio gente sem cultura que escreve comentario anonimo .. nao tem ao menos a dignidade de assumir o seu grande mal gosto .. o que voce julga ser um bom livro??

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. O que eu julgo ser um bom livro é aquele me comove que me faz viajar em terras estranhas, com pessoas estranhas, com histórias cativantes, que me faz perder a noção do tempo e quando percebo já é noite de novo... Um bom livro é aquele que quando terminar de ler dá vontade de voltar ao prefácio e retomar toda a leitura... Um bom livro é aquele que eu faço questão de manter na minha estante, porque me envolvi no seu enredo e me reconheci nele...

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  3. concordo com você Bruna, esse livro é ótimo!! [

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  4. Otimoo livroo, o resumo ficou muito bom..

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  5. O livro é real, verdadeiro. Ótimo para abrir os olhos de pessoas que só pensam em seu estado e esquecem que o Brasil em certas regiões é miserável e desesperador. Não temos de esperar que todos os livros tenham final feliz e que acabe tudo bem. Quantos 'Vicente' existem por aí? E quantas 'Conceição'? Pior ainda, quantas famílias como a de Chico Bento, meu Deus? O livro é triste, sim. Mas é real. Parabéns pelo resumo.

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  6. Livro bom pra iniciar os jovens na literatura,linguagem clara e concisa.

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  7. É incrível Clarice Lispector e Cecilia Meireles não terem feito parte da Academia brasileira de letras(entre outros).

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    1. O livro é de rachel de queiroz '-'

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  8. Amei o livro e concordo com todos os que gostaram do livro, mesmo que eu não seje nordestina, mas em apenas imaginar o cenário onde se foi narrado a história já me sinto comovida, e achei o livro ótimo e que retrata a realidade existente até os dias atuais no sertão brasileiro.
    Dou 10 para esse livro.:D

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